sexta-feira, 23 de julho de 2010

Tema 05 - Desafio do Conhecimento

Industrias. Vagas de emprego sobrando.

Ola galera...Mais uma semana de trabalho e que neste tema nos propoem falar sobre:


"Indústrias tem vagas sobrando, mas faltam profissionais qualificados"

As indústrias calçadistas prometem ampliar a produção e reforçar ainda mais o quadro de funcionários. Em pelo menos dez empresas visitadas pelo GCN Comunicação durante a 42ª Francal, 400 novas vagas de trabalho estão ou serão abertas nas próximas semanas. A notícia, que deveria ser motivo de comemoração, traz embutida uma preocupação: sobram vagas, mas faltam profissionais qualificados para preenchê-las.
desde meados do primeiro semestre, mas a empresa ainda não conseguiu encontrar trabalhadores para ocupá-las. A saída foi ampliar o turno no intuito de atender todos os pedidos fechados.
A empresa, que ficou com o estande abarrotado de clientes ontem, encontra dificuldades para achar bordadeiras e pespontadeiras especializadas em calçados femininos. Segundo a estilista da fábrica, Mariah Blois Diniz, a venda tem agradado e, ao mesmo tempo, deixado a diretoria inquieta em relação ao futuro. A mão de obra para o calçado feminino precisa ser diferenciada, pois é uma produção muito detalhista. Há falta de bordadeiras em Franca , disse, sem revelar números.
Na Calvest, o cenário é semelhante. Sem conseguir contratar, o jeito encontrado foi ampliar a jornada de trabalho dos que já estão registrados e selecionar melhor os pedidos a serem atendidos. Clientes inadimplentes ou que dificultam a negociação estão sendo colocados em segundo plano. Não temos condições de atender todo mundo. Estamos no limite, disse José Luis Granero, diretor comercial. A empresa produz 5,5 mil pares/dia e possui 530 funcionários. Só no primeiro semestre deste ano, 180 novos foram contratados. Na Francal, a expectativa é fechar dois meses de produção.
Ciente da falta de formação da mão de obra disponível na cidade, a Mariner, que espera até o fim do ano aumentar ainda mais a sua atual produção de oito mil pares/dia, montou uma equipe interna para treinar os novos contratados que, apenas no primeiro semestre, somaram 300 pessoas. Para o diretor Paulo Coelho, a sazonalidade da indústria calçadista fez os trabalhadores sumirem em direção a outros setores da economia. A solução, segundo o empresário, é empregar os jovens sem experiência que buscam uma colocação no mercado de trabalho e treiná-los na própria fábrica. Esta é uma saída facilitadora. Com a ajuda do SENAI, é possível encontrar um caminho para não estacionar o crescimento da empresa. Até o fim do ano, 200 novos postos devem ser preenchidos.
A mesma estratégia será utilizada pela Francajel e pela Pipper. Ambas estão com planos de expansão principalmente para o último trimestre do ano, quando a produção atinge o ápice. Na Francajel, a expectativa é abrir até o final do ano 60 vagas para diversas áreas de produção. Nossa aposta é o jovem. Mesmo sem experiência, ele chega à fábrica com vontade de aprender, empolgado e com ideias para melhorias. Vale a pena treiná-lo, disse Túlio Hajel, diretor da Francajel. A empresa produz 2,8 mil pares/dia de calçados femininos e masculinos. Na Francal, a expectativa é garantir um crescimento de 15% na produção.

A Calçados Pipper também deve crescer. A previsão é contratar 80 funcionários para atuar no chão da fábrica, que deve fechar 2010 com uma produção de 2,8 mil pares/dia. Hoje ela produz dois mil pares/dia. A nossa maior dificuldade está na contratação de pessoas para fazer o pesponto. Mesmo contratando jovens é preciso tempo para treiná-los, mas não temos alternativas, disse Tiago Carrera, diretor de compras.

Para conquistar novos funcionários, quem não tem como arcar com os custos de um treinamento, investe em benefícios. É o caso da Abruzzo. A empresa conta com 25 funcionários e espera contratar mais cinco. Criamos um setor de assistência ao funcionário para que ele possa se sentir acolhido e queiro trabalhar conosco, disse Antônio Gonçalves, diretor.


Números


No primeiro semestre do ano, números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho apontaram a criação de 11.950 postos com carteira de trabalho registrada em Franca. O saldo colocou a cidade na 11ª posição do País em números absolutos de criação de empregos formais.
Indústrias de petróleo pagam melhor.



Industrias de Pretróleo pagam melhor?



Governo estadual aponta vencimentos até 285% acima dos praticados pela indústria de transformação.



Atividade com maior ritmo produtivo da indústria fluminense, a exploração e produção de petróleo também tem registrado níveis salariais bem acima dos pagos pela indústria de transformação para cargos operacionais. A especialização para atuar em alto-mar, com equipamentos específicos, abre perspectivas para salários pelo menos 30% superiores aos demais gêneros da indústria. Por conta do adicional de insalubridade e periculosidade (condições especiais de trabalho), a diferença nos salários pode chegar a 80%, de acordo com o mercado.
Já a Secretaria estadual de Trabalho mostra um fosso ainda maior entre as duas atividades: 285%. Estudo coordenado pelo Governo aponta média salarial de R$ 1.278,70 para a indústria extrativa mineral (como também é conhecida a produção petrolífera), contra R$ 453,14 da indústria de transformação.
'O nível de especialização exigido do profissional para a atividade petrolífera é o que torna a média salarial bem acima da paga aos demais setores industriais. Um operador de plataforma ganha até R$ 4 mil mensais, o que significa de 30% a 80% mais do que um operador de uma planta petroquímica', exemplifica Eduardo Rappel, diretor geral da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip).
O executivo destaca os salários pagos aos profissionais de nível técnico. 'Um controlador de robôs submarinos, que tem apenas o segundo grau, recebe salário inicial acima de R$ 2 mil'.
Os dados da Secretaria estadual de Trabalho refletem a tendência de concentração de salários acima da média. Dos trabalhadores admitidos para o setor de petróleo, 27,92% ganham entre 10 e 15 salários mínimos. Na indústria de transformação, apenas 1,83% dos empregados estão nessa faixa salarial. Na construção civil, o índice é de 1,24%. No comércio, é de 0,78%, enquanto no setor de serviços 2,86%, ganham entre 10 e 15 salários mínimos por mês.


Industrias Existentes



Indústria de produtos não duráveis - É aquela que produz produtos perecíveis
• Cosméticos
• Químicos/Farmoquímica
• Calçados
• Vestuários
• Farmacêutica
• Agrícola
• Mecânica
• Autopeças
• Automobilístico
• Têxtil
• Confecções/moda
• Elétrica e eletrônica
• Petrolífera
• Alimento/Bebida
• Café
• Hotel
• Cana de açúcar
• Produtos veterinários
• Saneantes e domissanitários
• Metalúrgica e siderúrgica
• Borrachas e plásticos
• Mobiliaria
• Hidrogênio
• Ferroviária


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