Ola pessoal, essa é a ultima semana que pena!
Mas vamos la...
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A importância do primeiro emprego
Desemprego!!!
Acabou um ciclo na minha vida: licenciei-me! Agora caio no desemprego, ou no primeiro emprego que é o desemprego, e surge a questão: o primeiro emprego é muito importante? Já ouvi opiniões distintas sobre este assunto.
Há quem afirme que o primeiro emprego é muito importante porque se torna na base dos contactos da vida profissional que começa. Esta óptica tem toda a lógica visto que se alguém começar por trabalhar numa determinada área, os seus contactos, até mesmo para uma mudança de emprego no futuro, vão-se basear nessa experiência e, por consequência, mais fácilmente se consegue um outro cargo dentro da mesma área. Mas calma! Não é nada de obrigatório, pode é ser uma questão de facilidade.
Por outro lado há quem sugira que o primeiro emprego é simplesmente um primeiro emprego, um começo e como tal não terá um ponderação demasiado marcada nas escolhas futuras. Este ponto de vista ganha relevância especial no contexto económico que vivemos, pois é cada vez mais difícil encontrar um emprego e principalmente um emprego “para a vida”. Além disso, hoje em dia, ceteris paribus, as pessoas têm mais formação o que permite uma maior adaptabilidade a novas situações, a novos cargos e as empresas têm uma política de empregabilidade mais volátil, isto é, rodam cada vez mais os colaboradores.
Depois de ouvir diferentes prespectivas gosto de tentar encontrar um meio termo e neste caso esse meio termo passa por ter noção de que o primeiro emprego é importante a nível de contactos mas não é decisivo, até porque nos dias que correm é necessário que uma pessoa esteja preparada para novos desafios e, acima de tudo, que os queira agarrar!
Qual a importância do estagio para o primeiro emprego?
O estágio é o momento do jovem entrar em cena e pôr em prática tudo que vinha ensaiando fora dos palcos há algum tempo”. Esta metáfora utilizada pela psicóloga do Instituto Brasileiro Pró-Educação e Trabalho (Isbet), Sônia Teixeira, talvez seja a explicação que defina de forma mais clara o papel do estágio na vida do estudante. Isso mesmo, o estágio é a estréia do jovem em sua vida profissional. Apesar de todo o conhecimento técnico que aprende na instituição de ensino, o estágio sempre acaba por ensinar aos jovens muito mais do que a própria escola. “Não há assimilação de conhecimento sem prática. É como querer aprender a dirigir por curso de correspondência, ou seja, impossível”, declara o universitário de Publicidade e Propaganda da UFF e estagiário da Companhia Vale do Rio Doce, Raphael Santos. Complementando a declaração de Raphael, o gerente executivo de RH e Treinamento da Andima, José Luiz Beheregaray da S. Lopes, destaca o estágio como uma experiência única na vida do jovem. “Acredito que a fase de estagiário, principalmente para o quem nunca trabalhou, é uma experiência fundamental. Esse período, quando bem conduzido pela empresa, faz com que o estagiário tenha chance de aprender, na prática, sobre assuntos que antes ele só conhecia através de livros como, por exemplo, atividades e suas etapas, processo de comunicação e mobilidade da estrutura organizacionais, conceitos éticos, etc”, explica. O estágio é uma forma da empresa se manter atualizada Vai longe o tempo no qual o estagiário, por ser sinônimo de mão-de-obra barata, acabava se transformando em um funcionário “faz-tudo”, sem ao menos ter uma função definida nas empresas. Atualmente, este tipo de programa ganhou destaque no mercado de trabalho. “O estágio precisa ser levado a sério. O bolsista precisa ser encarado como um aprendiz, que está ali para se desenvolver e crescer profissionalmente e não para a realização de tarefas operacionais quaisquer”, explica o gerente de RH do Grupo Voith, Ênio Sanches. Segundo a estudante de Engenharia Civil da UFF e estagiária da Gafisa, Fernanda Correia, nos últimos anos, as companhias se deram conta que o estágio é um ótima forma de captar talentos atualizados com as tendências do mercado de trabalho e de, ao mesmo tempo, moldá-los ao perfil da empresa, sem que estes jovens tragam “cacuetes” de antigos empregos. Não só para o jovem, os programas de estágio também têm papel fundamental para as empresas. “Além da questão institucional, a seleção de estagiários reflete de forma positiva na imagem da companhia”, comenta o analista de RH da Petroflex, Élcio Rezende. Já o gerente de RH da Colortel, Júlio Consentino, destaca o lado econômico do estágio. “O estagiário é um profissional que pode ser treinado a um custo relativamente menor e, quando esse se forma, já conhece bem a metodologia da empresa. Logo, poderá concorrer com vantagens em relação a profissionais que não passaram por este processo”. O analista de RH, Ênio Sanches, afirma ainda que vê no estágio uma oportunidade de oxigenizar as estruturas organizacionais da empresa. “É interessante mesclar a experiência dos cabelos brancos dos colaboradores mais antigos, com a juventude e até a rebeldia dos mais novos. Este é uma maneira de permitir que a empresa sempre reflita sobre seus processos e possa inovar a cada ciclo”, comenta. Efetivação de estagiários pode chegar a taxa de 100% Tem crescido cada vez mais as taxas de efetivação dos estagiários ao final de seus contratos, chegando a estimativa de quase 100% de aproveitamento dos bolsistas, como acontece em empresas como a Souza Cruz e o Grupo Voith. Em alguns casos, antes de serem efetivados, os estudantes são promovidos ao posto de trainee, afim de que a empresa possa dar continuidade ao seu processo de desenvolvimento e aprendizado profissional do jovem, para que este possa ocupar, no futuro, uma posição de destaque na companhia. De acordo com a gerente de RH, Viviane Camerlingo, a Souza Cruz tem como um de seu objetivos possibilitar o encarreiramento do jovem na companhia. “O estagiário é visto pela nossa empresa como um potencial para efetivação como analistas, cargos técnicos ou para nosso programa de trainee, quando estes se formarem. Portanto, desde o momento do processo de seleção, os candidatos são avaliados dentro do perfil de suas competências corporativas”, explica. Apesar das empresas buscarem adequar ao máximo os estudantes ao seu perfil, nem sempre os estagiários são efetivados, fato este que pode estar relacionado ao baixo rendimento do bolsista ou a falta de oportunidade na empresa. “Eu acredito que o mais importante para quem está chegando no mercado de trabalho não é só a questão de efetivação. O estágio é o primeiro passo da vida profissional do jovem, então, mesmo que eles não sejam aproveitados aqui, estarão sendo bem capacitados para o mercado”, reintera Élcio Rezende, da Petroflex. Estudantes têm chance de mudar sua área de atuação Um fato curioso, porém não incomum nos estágios, é que muitos estudantes ao entrarem em contato direto com a área para a qual estão se especializando, descobrem estar na carreira errada. A vantagem é que os jovens têm a chance de, ainda cedo, procurar um novo segmento do mercado com o qual se identifiquem melhor. “A Voith Siemens Hydro acredita que o estágio, além de possibilitar aos estudantes unir teoria e prática, também permite uma avaliação sobre a área de interesse escolhida, para ele ver se realmente possui inclinação e sente prazer em atuar na área que está. Quanto antes os jovens começarem a estagiar, mais cedo conseguirão formar suas concepções e escolher quais as melhores alternativas para suas carreiras”, complementa Ênio Sanches, do Grupo Voith. Ainda que na carreira equivocada, o jovem terá conseguido tirar vantagens do período em que atuou. “O estágio representa uma oportunidade do estudante se desenvolver e se preparar para encarar o mercado de trabalho em geral. Quando a empresa tem um programa bem estruturado, é possível gerar oportunidades não somente em sua área de formação, mas também adquirirem mais responsabilidades, conhecendo a verdadeira dinâmica de uma empresa: as inter-relações entre os diversos departamentos, os seus processos de trabalho e a valorização do trabalho em equipe”, conclui o analista de RH da Petroflex, Élcio Rezende.
Imagens
EM VIDEO. O MTE ESTÁ EQUIVOCADO QUANTO A COTA DO MENOR APRENDIZ.
O art. 429 da CLT não deixa claro quais empresas são obrigadas a contratar menor aprendiz para os seus quadros e qual a quantidade em proporção ao número de empregados. No vídeo comentamos sobre isso e opinamos a respeito.
CLT – . Os estabelecimentos de qualquer natureza são obrigados a empregar e matricular nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem número de aprendizes equivalente a cinco por cento, no mínimo, e quinze por cento, no máximo, dos trabalhadores existentes em cada estabelecimento, cujas funções demandem formação profissional. (Alterado pela L-010.097-2000)
1º As frações de unidade, no cálculo da percentagem ele que trata o caput, darão lugar à admissão de um aprendiz. (renumerado e redação dada pela L-010.097-2000)
COMENTÁRIO NOSSO: O parágrafo acima, não diz que menos de 1 será 1, ele remete ao caput do artigo, ou seja, feita a conta do caput se essa conta ficar incerta, quebrada, 1.5 aprendiz, arredonda-se para 2. Primeiro tem que fazer o cálculo do percentual.





